Prefeitura inicia ações de combate ao mosquito Aedes e tenta sensibilizar população a manter cidade limpa

Porto Velho, RO – A Prefeitura de Porto Velho já iniciou as ações para combater a infestação do mosquito Aedes agegypti. A capital de Rondônia, segundo dados do Ministério da Saúde, está em risco de alerta para o surto de dengue, zika e chikungunya. O plano para controlar a infestação é aumentar as fiscalizações nos bairros do município com visitas domiciliares, limpeza, fumacê, borrifação de veneno e sensibilizar a população sobre os riscos da proliferação do mosquito.

No último levantamento feito no período de 9 a 23 de outubro deste ano, os bairros Marcos Freire, Ulisses Guimarães, Jardim Eldorado, Pantanal, Maringá, Planalto, Teixeirão, Arigolândia, Cohab, Lagoa, Novo Horizonte, Nova Porto Velho, Tucumanzal e Baixa União apresentaram um índice de 1.9, considerado médio risco para a infestação do mosquito. São nesses locais que já foram intensificados os trabalhos dos agentes de controle de endemias.

Nas visitas às residências, os agentes encontram águas paradas em recipientes plásticos, latas, sucatas, entulhos, caixas d’água e pneus. São estes objetos os principais criadouros do mosquito. “No dia 23 de novembro nos fizemos um mutirão no Bairro Marcos Freire, porque foi o primeiro bairro a estar com o índice muito alto de infestação do mosquito. Lá, a gente visitou todas as casas, alertou os moradores da importância de manter seus quintais limpos, não deixando água parada. Também nós fizemos a aplicação de veneno nas residências onde havia larva do mosquito. Vale lembrar que, além desses bairros, os demais também estão recebendo a visita das equipes”, explica o agente de endemia Adeilson Almeida.

Além das ações nos bairros com visitas, serão realizadas ações com a distribuição de panfletos à população e cartilha explicando como prevenir a infestação do mosquito.

Visita dos agentes
Adeilson Almeida alerta os moradores sobre a importância de receber os agentes em suas residências. “Alguns moradores recusam a entrada da nossa equipe em suas residências. A gente pede para a população que contribua com o serviço prestado, abrindo as portas para os agentes e deixando-os fazer o nosso trabalho que é combater a proliferação do mosquito para que as pessoas não venham sofrer futuramente com essa doença, que se não cuidar pode levar a morte”, pede o servidor.

Sobre o fumacê, o agente destaca que é utilizado em casos especais e não é prejudicial à saúde. “Quando os moradores fazem denúncias dizendo que em algum local existem focos do mosquito, aí nós destinamos o fumacê para que seja feito o bloqueio, obstruindo o criadouro. O produto não apresenta risco à saúde, pois a concentração da UBV é baixa e estipulada para matar somente os mosquitos. Nós estamos traçando estratégias imediatas, a fim de abarcar os mosquitos adultos infectados nas localidades onde foi feito o levantamento e consequentemente, reduzir, o número de casos da doença no município”, adianta.

Outro criadouro em potencial, são os terrenos baldios. Segundo Almeida, para fazer a limpeza desses locais já houve um contato com a Subsecretaria Municipal de Serviços Básios (Semusb). “Nós solicitamos que a Semusb fizesse a limpeza desses terrenos onde existem criadouros do mosquito e através disso fazer denúncias ao Ministério Público (MP) para que obrigue esses proprietários a manter seus terrenos limpos e conservados”, finaliza.

Outros municípios
Segundo o Ministério da Saúde, o novo Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2017 aponta que 37 cidades de Rondônia encontram-se em situação de alerta ou risco de surto de dengue, zika e chikungunya. Desse total, sete estão em risco de surto das doenças. Outros 30 aparecem em alerta e 15 estão em situação satisfatória. Porto Velho, a capital do estado, está em situação de alerta.

Fonte: Rondoniagora