Saúde de Porto Velho pode ter intervenção do Governo do Estado

O presidente do Conselho Estadual de Saúde (CES), Raimundo Nonato, se reúne hoje com o secretário estadual de saúde, Carlos Maiorquin, sobre a decisão do colegiado em decidir pela intervenção do Estado na saúde municipal de Porto Velho. A decisão foi tomada há dez dias e uma Resolução do conselho foi aprovada pela maioria dos conselheiros, em virtude da profunda crise que atravessa o setor.

Segundo o conselheiro-presidente, a intervenção que a capital vai sofrer é a mesma que aconteceu em Guajará-Mirim, em 2016: Ninguém será afastado do cargo e haverá uma cooperação técnica entre os dois entes para discutir os gargalos e agirem regime de maneira urgente e ordenada. “A intervenção é necessária porque o prefeito perdeu a rédea da administração municipal”, criticou Nonato.

O conselheiro ainda deixou claro que o prefeito age de maneira propositada para justificar seu plano de terceirizar a saúde. “O prefeito está precarizando a saúde para colocar em prática seu plano de contratar as Organizações Sociais. Vou avisar novamente: se fizer a contratação das OS eu vou denunciar no MP. O Conselho Estadual já possui uma Resolução proibitiva sobre esse tipo de contratação”, disse.

Ao finalizar, Raimundo Nonato ressaltou que a Prefeitura não consegue dá conta sequer dos serviços mais elementares da saúde. “Se ele terceirizar a saúde, ele vai estar assinando seu atestado de incompetência. As OS são para atividades complementares e não para serviço básico. Se ele não consegue dar conta nem do básico, não era para estar nem na Prefeitura”, cutucou.

Fonte: Rondoniaovivo